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quarta-feira, 14 de março de 2012

'Situação caótica' na aviação civil, só agora perceberam?


Entidade denuncia 'situação caótica' da aviação civil...

George William Sucupira, presidente da Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves, afirma que não há uma política para o setor


O presidente da Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves, George William Sucupira, classificou hoje como "caótica" a situação da aviação civil brasileira. Para Sucupira, não há uma política para o setor, mesmo depois da criação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). "É preciso que se tome atitude hoje", afirmou o presidente da associação, que participa de audiência pública na Subcomissão Temporária sobre Aviação Civil, na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado.

Sucupira ressalvou que a Anac está até conseguindo fazer as coisas, mas tem esbarrado na dificuldade da fuga dos profissionais para a iniciativa privada. "Tudo isso se deve a quê: falta de política para a aviação civil", criticou. Segundo ele, os acidentes só não ocorrem porque os servidores públicos que trabalham com o setor aéreo são preocupados e responsáveis.

Ao se referir ao recente leilão dos aeroportos de Brasília, Viracopos e Guarulhos, o presidente da associação disse que o atual governo "nunca foi a favor de privatização nenhuma". "Para chegar a privatizar, é porque não sabia o que fazer. Estão privatizando porque não tem mais jeito", afirmou. O diretor de Aeronavegabilidade da Anac, Cláudio Passos Simão, afirmou que é um "desafio" fazer uma política para o setor. "É um desafio para todos nós", respondeu, quando perguntado pelo presidente da subcomissão, senador Vicentinho Alves (PR-TO).

Na sua exposição inicial, Passos Simão havia dito nos últimos anos que o sistema de aviação civil tem passado por um "crescimento fenomenal". E que a agência, ao mesmo tempo, recebeu desde a criação 1,3 mil servidores por concurso público, embora tenha perdido 170 para outros órgãos. Passos Simão informou durante a audiência que a agência fiscalizará os trabalhos nos aeroportos leiloados pelo governo.

Fonte: Exame.com - Daniela Moreira/Exame.com

Mayday:

Só agora vieram perceber a situação caótica que a própria Anac causa na aviação em geral? A Anac é um dos órgãos brasileiros que mais mostra desorganização e incompetência, causando transtorno, decepção e extresse nos passageiros e ainda mais nos pilotos que sofrem principalmente com essa incompetência.

É como essa 'entidade' falou, privatização é só desculpa para incompetência da Anac. Essa é a maior prova de que a Anac não consegue administrar tudo sozinha. Esse órgão é o maior desgosto e vergonha principalmente de nós pilotos e entusiastas da aviação, pois nós sim, sabemos o que acontece quando a gente chega lá, vivendo ou vendo nossos colegas passando por situações constragedoras.

Competência é a palavra que falta no vocabulário da Anac.

Mulheres no comando...

Saiba como é a vida de uma comandante de avião...

Karina Buchalla, de 32 anos, tem um cargo cobiçado por muitos homens e
pilota aeronaves como o Airbus 320

Apaixonada por aviação desde criança, Karina Buchalla sempre soube que queria viver nas alturas. Mas para chegar a ser comandante em uma grande companhia aérea, foi necessária boa dose de perseverança. Aos 32 anos, Karina conta que teve de vencer preconceitos no início de sua carreira para conquistar seu espaço na aviação.

“Já sofri muito preconceito em companhias menores. Demorei muito para conseguir emprego, trabalhava de graça em aviações pequenas porque ninguém queria me dar emprego”, diz Karina. “Algumas empresas menores não aceitavam mulheres com medo de que poderiam engravidar, por exemplo.”

Mas desistir não estava nos planos de Karina, que cresceu admirando a profissão do pai, hoje um comandante aposentado. “Desde pequena sempre me senti melhor dentro de avião que em qualquer outro lugar. Sabia que era isso que eu queria”, conta.

Ela começou na aviação quando tinha 16 anos, voando em aviões particulares e taxi aéreo. Já sua carreira comercial foi construída na TAM, empresa onde atua há quase dois anos como comandante em voos nacionais. Ao todo, Karina tem quase oito anos de TAM.

“Nunca tive nenhum caso de preconceito na TAM”, diz a comandante. “Às vezes você sente que é um pouco mais observada pelos próprios colegas por ser mulher”, afirma. “Mas sempre fui muito bem recebida, voei com muitos comandantes experientes que me ensinaram muita coisa. Depende da cabeça de cada um.”

Dos passageiros, ela conta que recebe mais elogios que críticas. “A maioria sai me cumprimentando. Alguns confessam no fim do voo: ‘entrei no avião com medo, mas gostei. Voo com mulher é mais cuidadoso’”, diz.

“Fico muito satisfeita quando o passageiro sai feliz da vida. O piloto é vaidoso, a gente gosta de fazer o melhor sempre. Um pouso suave faz bem para o ego”, conta a comandante.

Karina diz que nunca teve problema mais sério em voo, apenas alguns incidentes como turbulências mais fortes.

Pelo Brasil e pelo mundo

Antes de ser promovida a comandante, Karina foi copilota em voos nacionais e internacionais da companhia e voou Fokker-100, que tinha capacidade para 108 pessoas, além de Airbus modelos 319 (144 assentos), 320 (até 174 assentos) e 330 (até 213 assentos).

Enquanto era copilota de voos internacionais, Karina fez faculdade de aviação civil na Academia de Serviços da TAM, que oferece o curso em parceria com uma universidade. “A vida na internacional é um pouco mais tranquila, nessa época tinha uma vida mais social”, diz.

Como o piloto pode voar no máximo 85 horas por mês, ela conta que cerca de três viagens internacionais de ida e volta para Paris, por exemplo, já são suficientes para ficar próximo do limite. “Você tem um intervalo um pouco maior entre um voo e outro”, conta Karina.

De volta aos voos nacionais, agora como comandante, é preciso um pouco mais de jogo de cintura para conciliar vida pessoal com o trabalho. “Como as etapas são curtas, é mais cansativo. Você fica em geral seis dias voando de norte a sul do País, de Foz do Iguaçu a Manaus”, conta. Além disso, também é preciso dedicar tempo a cursos de aperfeiçoamento e exames.

Descanso e vida em família

O segredo para conseguir cumprir com as exigências da profissão, segundo Karina, é equilibrar bem as atividades. “Priorizo o descanso, alimentação adequada e procuro fazer academia, para estar com a saúde em dia e também para desestressar”, diz. “Pilotar é uma responsabilidade grande e por isso temos de estar bem descansados”, afirma. “Por isso também voamos sempre em dois, comandante e copiloto.”

Com uma profissão que exige tanta dedicação, Karina conta que ainda pensa como vai fazer para ter filhos. “Tem que ser uma coisa muito estruturada e planejada”, diz. “Eu não quero largar a carreira, de maneira nenhuma, sempre esteve em primeiro lugar. Se eu tiver de escolher entre ser comandante ou ser mãe, prefiro ser comandante”, afirma Karina, recém-casada com um comandante da TAM.

Nas conversas em família, é impossível escapar dos temas ligados à aviação. Além do pai e do marido, o irmão mais velho de Karina trabalha como copiloto. “Minha mãe já acostumou, não tem jeito. É muito gostoso, porque hoje a baixinha é toda orgulhosa de mim.”

Fonte: iG via oriobranco.net

 
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